Inteligência Artificial na Logística

A inteligência artificial (IA) possibilita que máquinas aprendam e se ajustem com suas próprias experiências, interpretadas em dados, e executem tarefas como seres humanos.

A maioria dos exemplos de IA sobre os quais ouvimos falar hoje, como computadores mestres em xadrez a carros autônomos, dependem de deep learning e processamento de linguagem natural.

A logística 4.0 busca conciliar todas essas possibilidades da IA, gerando soluções que visam principalmente a redução de falhas, assim como o esforço manual, automatizando processos. Continue lendo este artigo e saiba mais como a IA pode ser aplicada no setor.

Otimização de recursos e automatização dos processos

Toda inovação tem custos, principalmente quando falamos de mudanças tecnológicas, que é o que a inteligência artificial propõe. Neste sentido, é preciso estudar e pesquisar para ver se as melhorias trarão retorno para o negócio.

A IA trabalha a favor da otimização de recursos e automatização dos processos. Veja alguns benefícios dessa tecnologia:

Redução de falhas - Quanto menor a necessidade de trabalho manual, menor o risco de falhas no processo. Com a Inteligência Artificial muitos processos são automatizados permitindo que os parâmetros sejam ajustados de modo deixar a atividade à prova de erros.

Minimização de perdas – A redução de perdas é consequência tanto desse número reduzido de falhas que citamos, quanto pela otimização dos processos de modo geral. Neste novo cenário, não somente erros são mais facilmente identificáveis, mas outras circunstâncias adversas. Por exemplo: imagine que um cliente de e-commerce faz uma compra que deve ser entregue em sete dias, porém, quando chega a data limite de entrega, ele reclama que não recebeu a mercadoria. Ao averiguar a situação, você identifica que essa carga foi extraviada.

Com um sistema robusto de gestão de frotas, você localiza a carga facilmente, descobre não somente em qual processo ela foi extraviada mas também consegue identificar o motivo da falha, tendo a possibilidade de corrigir o erro para que não haja recorrência.

Neste exemplo, a empresa responsável pela venda precisaria ressarcir o cliente ou pagar por um novo produto. Além do ônus monetário, a empresa fica com a imagem manchada diante do mercado. Com processos mais precisos, erros como esse são minimizados.

Maximização de produtividade - Para atuar no mercado com um alto nível de eficiência e qualidade, os processos precisam ser robustos e, ao mesmo tempo, enxutos. Isso significa que sua operação precisa custar pouco e oferecer bons resultados, gerando vantagem competitiva. Com a IA, os processos são otimizados, deixando a operação mais ágil para melhorar os tempos de entrega aumentando a satisfação do cliente.

Redução de custos - Ser enxuto significa ter uma operação que trabalha no máximo de sua produtividade. Qualquer detalhe no processo é significativo: uma movimentação extra que faz com que um operador perca mais tempo, por exemplo, é um fator de perda de produtividade. Neste sentido, a mão de obra será mais aproveitada, fazendo com que os colaboradores gastem maior tempo em atividades de valor agregado.

As inovações tecnológicas que a inteligência artificial traz à logística 4.0 estão cada vez mais presentes nas empresas. Cada inovação significa maior vantagem competitiva e aumento da capacidade de satisfazer o cliente com a oferta de um serviço de alta qualidade e por um preço justo. Otimizar processos, reduzir custos e criar sistemas à prova de erros ditam o caminho que as empresas precisam trilhar para alcançar os melhores resultados.

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Digital Procurement

Digital Procurement: Abrangência e Especificidade Definem o Valor Agregado

Para aproveitar ao máximo a digitalização do processo de compras, os líderes devem elevar suas ambições junto com suas habilidades.

A digitalização do processo de compras parece estar na agenda de cada CPO atualmente. Contudo, esse assunto carrega em sua mochila casos de frustração em projetos longos demais, de alto custo e resultados muito aquém do esperado.

Algumas organizações descobrem que suas capacidades de TI não estão maduras o suficiente para implementar certas soluções digitais. Outros acabam de implementar novas ferramentas apenas para descobrir que os usuários simplesmente não os adotam, ou que o escalonamento em toda a empresa exige muito tempo e esforço. Mas quando solicitado a examinar por que a digitalização ficou aquém, muitos CPOs apontam para três fatores centrais.f

Primeiro, em meio à corrida inicial para implementar as soluções propostas, a definição do escopo do projeto de digitalização pode ter sido falho. Segundo, a digitalização pode ter sido impulsionada mais pelo que a tecnologia poderia fazer do que pelo valor real que ela poderia criar. Em terceiro lugar, os CPOs avaliam que esse tipo de projeto tende a focar muito mais na solução de seus desafios internos da área de compras ao invés de olhar para as necessidades reais da empresa e como a função “procurement” pode entregar mais valor ao negócio.

Esses três problemas compartilham a mesma causa básica: a busca por soluções disponíveis no mercado, ou seja, sem nenhum tipo de personalização, para resolver problemas pontuais.

A experiência na implementação de soluções de compras digitais mostra que para uma organização concretizar todo o potencial de um processo e-procurement é necessário redesenhar todo o processo chamado “procure-to-pay” (P2P) para que os usuários envolvidos com o fluxo de aquisição possam operar em um ambiente extremamente ágil e digital.

A contrapartida do fluxo redesenhado para um processo digital é a necessidade de uma profunda mudança na forma como os usuários interagem com as atividades de solicitação, revisão e aprovação das solicitações de compras. Isso ocorre porque certas ineficiências passam a ficar evidentes como: requisições de compras ficam “travadas” nas caixas de entrada dos aprovadores, os requisitantes se deparam com a responsabilidade de submeter descritivos mais detalhados sob pena duas solicitações recusadas, novas habilidades de comunicação e de visão de negócio começam a ser demandadas dos compradores.

Mas quando um projeto de digitalização de compras é bem definido e desenhado por uma equipe experiente e qualificada os benefícios são inquestionáveis e não deixam nenhuma saudade do passado. Alguns pontos que podemos destacar como mais significativos nesse tipo de solução digital é o aumento, em até três vezes, da produtividade da equipe de compras, o incremente da confiabilidade dos processos, a geração de instrumentos de controle e governança, a mudança no perfil do comprador que passa a ter condições de atuar de maneira inteligente, estratégica e até consultiva em relação aos seus clientes internos.

Cases mostram que o redirecionamento do foco dos compradores gerou resultados financeiros provenientes de projetos de redução de custos no mínimo 100% maiores quando comparados à antiga estrutura do departamento.

Qual é o futuro do processo de compras?

A digitalização de processos recorrentes já é uma realidade dentro de um número significativo de empresas. Através dela, as organizações passam a ser mais ágeis, mais competitivas e menos expostas a riscos.

O mundo de TI passa a falar em Inteligência Artificial e Analytics suportando processos e provendo informações que serão utilizadas no dia a dia dos compradores. Com isso, esses profissionais terão mais condições de desenvolver análises confiáveis e rápidas auxiliando seus pares e atuando de forma preventiva dentro da organização. Isso se traduz através do termo “aumento de competitividade”.

Podemos afirmar, sem receio de incorrer em retórica, que esse é um caminho sem volta e as empresas que demorarem para migrar para essa realidade sofrerão amargas perdas, se é que já não estão sofrendo com isso.

Onde as compras de amanhã podem ter o maior impacto?

Ainda há um mar de oportunidades a serem descobertas através do uso de tecnologias digitais. Mas mesmo sem termos chegado ao fundo dessas águas profundas e agradáveis já podemos vislumbrar resultados ainda mais impactantes na forma como a área de compras agrega valor ao negócio.

Muito em breve CPOs estarão participando na definição dos caminhos estratégicos da empresa, dando orientações sobre os melhores destinos para a abertura de filiais, influenciando os engenheiros na escolha dos materiais a serem utilizados em novos produtos, provendo informações para auxiliar o CFO da organização no estabelecimento dos melhores modelos de financiamento de máquinas e equipamentos, entre outros.

O departamento de compras muito em breve passará do papel de coadjuvante e de suporte ao negócio para peça fundamental na definição de planos estratégicos de longo prazo. E tudo isso graças ao uso inovador das soluções digitais já disponíveis no mercado.

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