Abertas inscrições gratuitas para evento virtual sobre logística

O evento promovido por uma Faculdade de Petrolina, será realizado no dia 18 de junho, às 19h.

Informações do Portal G1 Petrolina | 08/06/2020 16h09

Estão abertas as inscrições para o debate virtual “Logística em pauta: Armazenagem e distribuição em tempos de crise”, conduzido pelo gerente de Armazenagem, Pedro Celso Martins. O evento promovido por uma Faculdade de Petrolina, será realizado no dia 18 de junho, às 19h.

Os interessados em participar devem se inscrever gratuitamente através do site. Outras informações através do telefone (74)9 9110-2918.

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transformação digital

A transformação digital na logística pós-pandemia

Mudanças profundas no mercado de logística estão chegando... As empresas brasileiras estão preparadas?

Foto: Envato Elements / DINO

Segundo pesquisa divulgada recentemente pela NTC&Logística, o transporte rodoviário de cargas no Brasil já despencou 44% desde o início da epidemia, o que provocou a redução do faturamento de 87% das empresas do setor. Isso significa que muitas transportadoras irão fechar e que o preço médio do frete irá subir em consequência da redução da concorrência e do aumento dos custos gerado pelas dificuldades de movimentação.

Esta "sacudida" no mercado irá trazer impactos permanentes motivados por algo tão simples e corriqueiro na vida das pessoas… a mudança de hábitos.

O leitor desta notícia, muito provavelmente, está lendo esse texto a partir da sua casa, porém não em um jornal ou em uma revista, mas no seu computador ou a partir do seu celular. Isso não é nenhuma grande novidade. A novidade é que esse leitor pode estar lendo isso em sua casa, no meio da semana, durante o horário comercial, sem nenhum tipo de supervisão de seus líderes. Bem, isso bastante diferente.

Não é exatamente algo novo, claro, pois há muito já se fala do trabalho remoto e do empregado nômade como tendências da era digital, mas obviamente se via isso como uma realidade distante, aplicável a poucos, especialmente no Brasil, com seus modelos engessados e legislação trabalhista anacrônica.

Pois é, só que veio a pandemia... E, então, a mudança acelerou.

Assim como é difícil para alguém da geração atual imaginar-se lendo esse artigo em um jornal impresso, será difícil para as próximas gerações imaginarem-se cumprindo expediente em um escritório, obedecendo a um relógio ponto e recebendo instruções diretas e presenciais de seu chefe. Simplesmente, o mundo não será mais assim.

Então é importante que se comece a imaginar como será o dia a dia das pessoas depois que essa tempestade passar. Onde a indústria irá buscar matéria-prima? Onde irá entregar seus produtos manufaturados? E, principalmente, como, com quais meios e a que preço isso será feito?

A Transformação Digital bateu à sua porta

Neste tipo de cenário de mudanças abruptas e de novos hábitos é possível compreender a importância da transformação digital. Ela vai acontecer em todos os setores, seja de forma mais suave para quem se preparou, seja aos trancos e barrancos para quem está se movendo mais lentamente.

Inevitavelmente, quem fizer logística do mesmo jeito vai perder competitividade, pois o frete convencional ficará mais caro. E o profissional de logística que não se atualizar digitalmente vai ficar sem emprego, pois a aglomeração em grandes Centros de Distribuição e a consolidação de cargas vão dar lugar aos modelos de direct to consumer e de crowdshipping (se não sabe o que significam esses termos, já está um pouquinho atrasado).

Talvez alguém possa pensar - "Digital? Como digital? Transporte de carga é físico, precisa de caminhão, precisa de gente movimentando caixas." - Só que há muitas formas de ser digital

Entregar comida é algo físico, mas o iFood está aí. Transportar pessoas é algo físico, mas veio o Uber e mudou o mercado. A "digitalização" de um modelo econômico basicamente transforma a maneira que as pessoas se relacionam através de meios digitais, o que hoje em dia significa principalmente disponibilizar serviços e acesso à informação em computadores e smartphones, mas no futuro estará no relógio, nos óculos ou até no traje de uma pessoa.

E é desta forma que a logística está mudando. Quer alguns exemplos?

Logo que a epidemia começou no Brasil as autoridades determinaram o isolamento social. Com o fechamento de diversos estabelecimentos comerciais, os problemas com a logística começaram.

Os caminhões ainda estavam na estrada, transportando as mercadorias, e precisavam continuar suas viagens para abastecer as cidades com alimentos, remédios e gêneros de primeira necessidade.

O problema é que os postos de combustíveis, os restaurantes, oficinas e hotéis que ficam nas estradas muitas vezes estavam fechados, inviabilizando a viagem. No modo offline não havia muito o que se fazer, senão trocar mensagens com alguns outros amigos caminhoneiros para tentar levantar informações sobre onde encontrar algo aberto. Mas quando se está em algum lugar mais remoto desse imenso país é difícil obter informações precisas deste modo.

Foi aí que a startup de logística TruggHub usou a digitalização para resolver o problema. Lançou rapidamente o aplicativo móvel "Na Estrada", desenvolvido para Android e iPhone e especialmente desenhado para ajudar caminhoneiros na estrada com informações atualizadas sobre o funcionamento dos estabelecimentos comerciais, com horários, ofertas e até a rota até esses lugares.

A iniciativa, na verdade, faz parte de um conjunto de ações que a startup lançou, chamada de "CoronaOut", para ajudar a combater o contágio, utilizando os dados que coleta nas operações logísticas que coordena.

Isso é economia digital. Quando as operações estão todas registradas em sistemas informacionais, utilizando-se integração de dados, plataformas abertas e recursos de Big Data e Machine Learning, é possível transformar todos esses dados em inteligência e gerar um impacto positivo em quem está na ponta da operação e não apenas ter informações gerenciais para serem consumidas pela alta administração.

Essa democratização do acesso à informação é o principal viés da economia digital e é isso que irá mudar a vida das pessoas.

A plataforma da TruggHub, por exemplo, também está permitindo um novo modelo de distribuição de cargas fracionadas ao agregar as mercadorias de diversos embarcadores para serem transportados em um único caminhão, com o máximo aproveitamento do espaço disponível. Isso significa que a cada viagem o custo é rateado por um número maior de embarcadores, viabilizando que fretes distantes alcancem o destinatário final a custos competitivos. Assim, um produtor local pode passar a ter abrangência nacional sem inviabilizar sua competitividade por conta do preço do frete.

Esse modelo de distribuição direct to consumer, associado a uma estratégia de e-commerce, muda completamente o jogo do mercado, numa economia pós-covid de pessoas que vão deixar de frequentar lojas físicas para comprar on-line.

Muitas outras tecnologias estão mudando o mercado e as relações de trabalho. O teletrabalho deve continuar forte após a quarentena e gestores de logística precisarão desenvolver métodos e utilizar ferramentas para acompanhar a operação remotamente, a partir da tela de seus computadores ou smartphones, como Torres de Controle, informações georreferenciadas, comunicação direta com o front e sensoriamento remoto. E com a retração econômica, precisarão de soluções de rápida implementação e diluídas no custo da operação, pois não terão muitos recursos de CAPEX para aplicar nesses projetos.

Outra realidade é a migração da força de trabalho. O fechamento de lojas de rua irá colocar muita mão de obra disponível que precisará ser aproveitada em outras funções. Modelos que adotem a economia compartilhada como o Uber, Rappi e Loggi trarão um novo paradigma para o mercado de trabalho, inspirando outros setores.

Concluindo...

O momento é de mudança. Quem não se adaptar, não irá sobreviver. Aliás, quem demorar para se adaptar já corre o risco de não sobreviver. O empresário precisa pensar como atuar de forma diferente e como ser mais digital em cada etapa do seu processo produtivo. Portanto, a logística precisa fazer parte dessa mudança.

Já o profissional de logística, esse está sendo desafiado a inovar disruptivamente e buscar novos conceitos, novas tecnologias, nova equipe e novos parceiros de negócios.

É hora de fazer o movimento certo neste complexo jogo de xadrez. Qual será a próxima jogada?

Fonte: terra.com.br

Logística sente impactos do Coronavírus

Logística sente impactos do Coronavírus

Em Pernambuco, Suape e o Cone já mostram os efeitos da pandemia. Enquanto alguns setores têm queda, em outros a movimentação cresce

Por: Matheus Jatobá em 18/04/20 às 08H30, atualizado em 17/04/20 às 20H06

A crise provocada pela pandemia da Covid-19 está dividindo o setor de logística. Parte das empresas conseguem ainda atuar de forma normal, mas respeitando os cuidados, enquanto outro lado teme pelos meses que estão por vir por conta das dificuldades de operar e pela queda em outros setores da economia.

Em Pernambuco, equipamentos como o Complexo Portuário de Suape e o Condomínio de Negócios Multimodal (Cone) já sentem impactos diretos em suas operações logística, com aumento e redução em alguns pontos, e já se adaptando para uma nova atuação.

Em Suape, os três primeiros meses do ano foram positivos, com uma movimentação 41% maior em comparação com os mesmos meses do ano passado, totalizando 6.675.954 toneladas. Mas, o diretor de Gestão Portuária do Porto, Paulo Coimbra, destaca que o entusiasmo para 2020 diminui porque para manter o desempenho, seria necessário um bom posicionamento do mercado para atuar.

“Suape apresentou o seu melhor primeiro trimestre, uma coisa que víamos com um entusiasmo grande e é claro que não vai manter dessa forma, é algo que depende de aspectos mercadológicos, logística internacional e vamos enfrentar dificuldades em encontrar contêiner, por exemplo. Quando a pandemia se instalou, tivemos uma queda em alguns setores, que ainda não refletiram em números, e algumas decisões de empresas que ainda não é marcante, mas serão”, disse.

Já as cargas de contêiner no Porto, que são mais sensíveis na dinâmica econômica, registraram uma alta de 14% no peso, com 1.420.104 toneladas. O aumento correspondeu a 10% em TEUs (o que equivale a uma unidade com 20 pés), com 121.480 TEUs movimentados em Suape, o que demonstra ainda que Suape conseguiu desempenhar bons números antes da crise se instalar.

Paulo aponta que no Porto a operação segue normalizada, mas cuidados no acesso estão sendo tomados para evitar a contaminação. Um fator que segundo ele pode impactar forte no setor será a paralisação da produção das montadoras de veículos e a diminuição de produção da Petrobras. “Nós tivemos em março um número bom de movimentação de veículos, mas já despencou, tínhamos nos pátios estoque bom, mas as montadoras pararam e vai provocar uma queda. Por outro lado, a Petrobras anunciou de que vão reduzir 9 milhões de barris, é um número significativo. Suape é um porto movimentador de graneis líquidos, isso vai sofrer uma queda seguramente, isso representa 90 dias de operação de uma RNEST”, destacou.

Já no Cone Multimodal a logística ainda funciona em partes. Enquanto parte da operação se mantém de forma ativa e com movimentação até mesmo maior em comparação com período normal e atividades que por conta das medidas protetivas, tiveram a sua atuação também paralisada.

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O diretor de negócios Fernando Perez, destaca que atualmente a situação é de uma normalidade, mas sempre respeitando o que é recomendado como medida de segurança para evitar a proliferação do vírus. “Temos clientes que foram impactados por conta das lojas que foram todas fechadas, e consequentemente os centros de distribuição. Outro impacto são os fornecedores de autopeças da Jeep, as operações pararam. Em contrapartida temos outras operações rodando bem mais que em período normal, e com dificuldades maiores, como empresas voltadas a alimentos, higiene, limpeza, bens de consumo, que aumentaram em 60% a movimentação. Na última semana houve uma flexibilização e estamos conseguindo uma operação não normal, porque precisamos de todos os cuidados possíveis, motoristas de outras regiões, fazemos controle na entrada”, explicou.

Perez, aponta que essa crise pode apresentar ao setor uma nova forma de atuação e a valorização do delivery por parte do consumidor. “Acho que todo momento de crise, sempre traz oportunidades, ganhos de produtividade, de aumento de algum tipo de tecnologia. A interferência na logística é direta, não temos dúvidas que alguns conceitos de operação devem mudar, pontos de concentração, hubs, porque não pode deixar muitas regiões na dependência de um ponto. Isso deve mudar, procedimentos de manuseio de mercadorias, de forma a não proliferar bactérias, fungos, vírus. Para o consumidor final o delivery chegou pra valer, mesmo quem tinha uma resistência, aprendeu a usar”, contou.

Como uma forma de solução para o problema que pode surgir no setor de logística, o diretor de Suape, Paulo Coimbra, ressalta que uma alternativa seria unificar os modais por região para que nenhum meio se prejudique. “A manutenção do meio rodoviário é fundamental para manter um abastecimento tranquilo. Posso não ter marítima, porque movimenta volumes grandes em uma unidade só, mas temos o rodoviário como uma alternativa. Observamos uma redução no meio marítimo e cabotagem em Suape, mas uma alternativa é colocar o marítimo para funcionar e transportar pra cá, onde aqui a gente possa fazer a distribuição, olhar os modais combinados”, apontou.

Fonte: folhape.com.br

Contra coronavírus, Correios realiza logística levando material de pesquisa a laboratórios

Com a primeira coleta ocorrida na última quarta-feira, 18, em menos de 13h, o material biológico já havia sido entregue em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto/SP e Rio Grande do Sul

domingo 22 março 2020 8:07 Por Ton Paulo

Em cumprimento a protocolos de segurança contra o novo coronavírus, os Correios estão atuando como apoio logístico de material viral para a Rede Vírus, comitê do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) responsável pela coleta de material viral. Uma vez coletados, o material é utilizado em universidades para estudo sobre contágio, proliferação e vacina contra o vírus causador da Covid-19.

Seguindo as regras de biossegurança, o procedimento realizado pelos Correios consiste em remover amostras virais embaladas no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo, e depois enviar a cinco universidades: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), USP/Ribeirão Preto, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e FEEVALE (Novo Hamburgo/RS).

Com a primeira coleta ocorrida na última quarta-feira, 18, em menos de 13h, o material biológico já havia sido entregue em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto/SP e Rio Grande do Sul. A operação foi concluída com 8 horas de antecedência.

A logística conta com altos requisitos de segurança e agilidade, objetivando a entrega do material em até 20 horas depois da coleta, sem risco de contaminação. O apoio tem período inicial de 3 meses, podendo ser renovado, a critério do Instituto.

Fonte: Jornal Opção

Coronavírus: ações de frigoríficos na China caem com falta de logística

Em meia a tensão generalizada no mercado com a disseminação do coronavírus e o impacto da doença nas principais economias mundiais aliado a queda de quase 30% na madrugada desta segunda-feira, 9, as ações de frigoríficos apresentam as maiores quedas nesta segunda, considerada por analistas de mercado como o ‘Dia Vermelho’.

“Com o agravamento do coronavírus na China a consequente desaceleração da economia chinesa, os portos se tornaram um problema, e contêineres parados no país passaram a ser desviados para outros destinos”, afirmou a XP Investimentos em relatório.

Fonte: Canal Rural (09 de março de 2020 às 12h15)

congresso acadêmico de logística

Fatec Bragança sediará maior congresso acadêmico de logística do Brasil

Estudantes podem se inscrever na submissão de artigos e pôsteres até 19 de abril; Fatec Bragança Paulista sediará o evento

Estudantes de Ensino Superior de instituições públicas e privadas de todo o País têm até 19 de abril para inscrever trabalhos no 11º Congresso de Logística das Faculdades de Tecnologia do Estado (FatecLog). Pela primeira vez, a Fatec Bragança Paulista vai abrigar o evento que ocorre nos dias 29 e 30 de maio. Os interessados devem fazer a submissão de artigos e pôsteres exclusivamente pela internet.

Aberto à comunidade acadêmica e empresarial, o FatecLog busca valorizar o espírito inovador e criativo dos participantes e também criar vínculos entre futuros profissionais e investidores. O congresso, que terá como tema Os desafios da logística real no universo virtual, visa ainda reforçar a importância da ciência e da tecnologia no desenvolvimento do País e valorizar a inovação como instrumento de competitividade e sustentabilidade.

Além de apresentações dos trabalhos inscritos, a 11ª edição do FatecLog vai contar com a participação de provedores de soluções tecnológicas, fornecedores de serviços logísticos, empresas de treinamento e salas temáticas, entre outras atrações.

O evento é organizado por um comitê composto por representantes de 19 Fatecs que oferecem os cursos superiores tecnológicos de Logística, Logística Aeroportuária e Gestão Portuária. As unidades estão localizadas nos municípios de Americana, Barueri, Bebedouro, Botucatu, Bragança Paulista, Capital (Zona Leste e Zona Sul), Carapicuíba, Guaratinguetá, Guarulhos, Indaiatuba, Jaú, Jundiaí, Lins, Mogi das Cruzes, Santos (Baixada Santista), São José dos Campos, São Sebastião e Sorocaba.

Para mais informações sobre o evento acessar: www.fateclog.com.br. A Fatec de Bragança Paulista está situada na Rua das Indústrias, 130, Jardim da Fraternidade.

Fonte: Jornal Bragança

Falha logística marca estreia do governo à frente de cúpula do Bric

Membros de delegações estrangeiras desistiram de participar de um encontro empresarial

A estreia do governo de Jair Bolsonaro (PSL) na organização de um evento internacional foi marcada por problemas de logística e informação, levando integrantes de delegações estrangeiras a desistirem da participação em um encontro empresarial.

Para chegar ao local onde ocorreu um fórum empresarial da 11ª Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), nesta quarta (13), em Brasília, jornalistas e autoridades enfrentaram problemas no deslocamento. Diferentemente do divulgado pelas autoridades, o acesso não foi permitido por meio de carros particulares, táxis ou serviços de aplicativos.

Quem tentava chegar ao local foi deslocado ao Clube do Exército, a 2 km da cerimônia. Apesar da informação de que o traslado seria feito por vans, integrantes de delegações e jornalistas credenciados foram informados de que não havia autorização para a partida.

Não havia no local profissionais capacitados para se comunicar em línguas estrangeiras e estavam presentes apenas oficiais de baixa patente do Exército. Após reclamações ao Planalto, um veículo de emergência foi enviado minutos antes do início da solenidade. Auxiliares do governo sul-africano também foram barrados e tiveram de esperar por mais de uma hora para chegar à cerimônia.

Pela manhã, o encontro bilateral entre Bolsonaro e o presidente chinês, Xi Jinping, no Itamaraty, também foi marcado por desorganização. No local montado no ministério para que os jornalistas acompanhassem os pronunciamentos ao final do encontro bilateral, nenhum dos fones com tradutores funcionava.

O único televisor que transmitia parou de funcionar durante a declaração do brasileiro.

Um repórter da TASS, agência oficial do governo russo, não conseguiu ser credenciado nem após pedidos da chancelaria russa. Ele brincou:

“Tudo bem, no ano que vem a cúpula será na Rússia, vocês vão ver”.

Patrícia Campos Mello, Gustavo Uribe, Ricardo Della Coletta, Fábio Pupo e Talita Fernandes

Fonte: Folha de São Paulo

 

Para atender varejo, IBM lança serviço de supply chain em blockchain

Novo Sterling Supply Chain Suite permite integração com dados e redes a um blockchain baseado em Hyperledger para rastrear produtos e peças

Por Lucas Mearian, Computerworld (EUA) | 14/10/19 às 15h47 (CIO from IDG)

A IBM lançou na última semana um novo serviço de supply chain em sua plataforma blockchain e software de código aberto da recém-adquirida Red Hat, que permite que desenvolvedores e aplicativos de terceiros integrem sistemas de dados corporativos herdados em um livro distribuído.

Através do uso de APIs abertas, o novo Sterling Supply Chain Suite permite que distribuidores, fabricantes e varejistas integrem seus próprios dados e redes - bem como os de seus fornecedores - a um blockchain baseado em Hyperledger para rastrear produtos e peças. Entre os dados que podem ser integrados estão os sistemas IoT para localização da posição da remessa em tempo real.

"Este é o primeiro passo da IBM no que prevemos ser um investimento significativo na reinvenção de supply chain para organizações globais nas próximas décadas", disse um porta-voz da IBM por e-mail.

De acordo com Inhi Cho Suh, gerente geral da unidade de negócios Watson Customer Engagement da IBM, como o novo serviço se enquadra na marca "Sterling" Order Management (SOM), que a IBM adquiriu da AT&T em 2010, ele já possui uma base de usuários existente com mais de 7 mil clientes que possuem 500 mil parceiros comerciais adicionais.

A IBM integrou a capacidade de IA do Watson para oferecer aplicativos - entre eles, Order Optimizer e Supply Chain Insights - que podem produzir alertas e recomendações em tempo real por meio do Supply Chain Business Assistant (SCBA). O SCBA, por exemplo, pode gerar tempos de resposta mais rápidos para falhas, como interrupções na cadeia de suprimentos.

"Quaisquer clientes e parceiros em seu ecossistema mais amplo têm visibilidade das transações e interações que possuem", acrescentou Suh. "Essas transações podem estar relacionadas a faturamento, remessa, entrega - e a combinação desse livro compartilhado permite que você tenha um entendimento confiável sobre quem são esses parceiros."

Depois que um cliente faz login no serviço Sterling Supply Chain Suite, ele possui seu próprio painel, permitindo pesquisar o status de um pedido ou inventário de determinado produto. Os usuários também podem integrar rapidamente os parceiros comerciais no sistema, preenchendo o nome da empresa, o protocolo de comunicação de contato (email, por exemplo) e quais transações e conjuntos de dados eles estão autorizados a visualizar.

A IBM já havia lançado pilotos de rede de supply chain para o setor de alimentos, transporte de carga e até comércio de diamantes para rastrear produtos por meio de sua plataforma blockchain Hyperledger. Mas agora, a nova rede permitirá uma maior integração com os sistemas ERP e banco de dados.

Startups desenvolvem projetos de logística e mobilidade em Joinville

JC Flux e Reciclaí foram as vencedores da 3ª edição da Jornada de Empreendedorismo, Desenvolvimento e Inovação (JEDI)

Por Hassan Farias | hassan.souza@somosnsc.com.br | NSC Total

Dois meses após vencerem a terceira edição da Jornada de Empreendedorismo, Desenvolvimento e Inovação (JEDI), duas startups joinvilenses estão em processo de desenvolvimento dos projetos premiados no evento, que tinha como objetivo a criação de soluções nas áreas de mobilidade e logística. Cada um dos projetos recebeu apoio financeiro de R$ 15 mil, além de incubação gratuita, uso de coworking e acesso a uma rede de mentores e networking com empresas, investidores e universidades da região.

Uma das duas vencedoras foi a JC Flux, que nasceu durante o JEDI. Diante dos problemas apresentados durante o evento, os integrantes da equipe identificaram um serviço que pode ajudar a agilizar em até 75% a liberação de cargas nas transportadoras, permitindo que as viagens aconteçam mais cedo. Segundo um dos sócios da startup, Cristiano Baldissera, hoje os motoristas que fazem as coletas de cargas nas indústrias têm o material liberado apenas no final da tarde na transportadora.

— Com o nosso serviço, eu consigo liberar tudo no ato da coleta porque todos os trâmites já estarão realizados quando o motorista chegar. O motorista vai usar o Whatsapp para mandar uma foto da chave de acesso do código de barras para a nossa conta comercial e com isso já vamos agilizar todo o processo — explica.

Cristiano conta que ao chegar na transportadora no final do dia, ainda é necessário fazer as etiquetas e vincular aos volumes recebidos. Como as cargas geralmente já foram retiradas dos caminhões, também se perde tempo ao procurar o volume equivalente às etiquetas. A solução criada pela JC Flux faz com que o trâmite seja agilizado e o material possa ser retirado do caminhão já recebendo a etiqueta.

Parte da equipe da JC Flux trabalhando no projeto
Parte da equipe da JC Flux trabalhando no projeto

(Foto: Salmo Duarte/A Notícia)

Negociação para primeiro cliente

Os outros dois sócios da startup, Joice Jaini Baumann e Marco Antunes, ao lado de Cristiano, fizeram um teste da solução com uma transportadora durante o JEDI. Agora, eles já estão em negociação para que essa empresa com filial em Guaramirim e outras seis filiais pelo país seja o primeiro cliente da JC Flux. Em paralelo, o segundo produto também já está em fase de estudos. A ideia é atuar na confirmação das entregas realizadas pela transportadora.

O JEDI nasceu de uma iniciativa do Join.valle, Conselho Municipal de Ciência Tecnologia e Inovação (Comciti) e Secretaria de Planejamento Urbano e Desenvolvimento Sustentável (Sepud) de Joinville. A motivação foi o baixo número de startups criadas anualmente na cidade - cerca de 20 a 25, segundo estimativa da Sepud. A primeira edição teve como objetivo soluções na área da saúde e a segunda foi destinada à inovações para educação. A última do ano está marcada para o fim deste mês, com o tema manufatura avançada e indústria 4.0.

Integrantes da Reciclaí na premiação do JEDI
Integrantes da Reciclaí na premiação do JEDI

(Foto: Max Schwoelk/Divulgação)

Soluções para logística reversa e reciclagem

A outra startup vencedora do JEDI foi a Reciclaí, que trabalha com logística reversa e reciclagem. Uma lei federal determina que as empresas que colocam embalagens no mercado são obrigadas a comprovar a reciclagem de 22% de tudo que produzem em um ano. A solução dos joinvilenses é fazer a ligação entre as empresas e as cooperativas de reciclagem para que as exigências sejam cumpridas.

Um dos sócios da startup, Everton Luiz Boing da Costa, explica que a empresa que envia plástico para o mercado, por exemplo, precisa fazer a reciclagem do mesmo material, mas não necessariamente do seu próprio. Ou seja, ela pode pagar uma cooperativa pela reciclagem de uma determinada quantidade de materiais para cumprir as regras previstas na lei.

— Estamos desenvolvendo uma plataforma em que as empresas entrariam em contato conosco precisando comprar uma tonelada de material reciclado, por exemplo. Nós entraríamos em contato com a recicladora para conseguir essa quantidade. A cada dez quilos de matéria reciclável é gerado um token, que teria um preço. Esse valor seria dividido entre nossa startup e a cooperativa — exemplifica.

Projeto em desenvolvimento

A Reciclaí está em processo de criação da plataforma. A equipe começou com sete pessoas durante o JEDI, mas duas saíram do projeto. Os integrantes agora estão visitando empresas e cooperativas para entender a realidade e como poderiam auxiliar com esse projeto. A maior dificuldade encontrada pela equipe é usar a tecnologia para administrar esse crédito e comprovar que o mesmo material reciclado não seja vendido mais de uma vez.

— A gente sente que é um problema real das empresas e como a questão ambiental é um problema global. Queremos começar com um ponto para depois abraçar toda a cadeia. O principal ponto é a educação populacional para fazer o descarte correr e mudar o panorama, mas também queremos fazer um trabalho humanizado com as cooperativas — explica Everton.

Uma outra ideia do projeto é espalhar pontos de coleta pela cidade, em que a população possa depositar os resíduos. Esse material seria disponibilizado também como crédito para as empresas, com a possibilidade futuramente das pessoas também serem bonificadas pelo descarte correto dos resíduos.

Leia também: 6 motivos para otimizar o transporte de cargas

Novos caminhos para o velho problema da logística varejista

Um dos gargalos do varejo nacional atende pelo nome de logística. O tema foi amplamente discutido no Whow! Festival de Inovação

Por: Ivan Ventura | Fonte: Portal NoVarejo

Um dos antigos e conhecidos desafios do varejo nacional é a chamada logística, ou seja, o transporte de um produto desde a sua origem até a casa do consumidor. O assunto, que aparentava ser de difícil solução, passou a ser discutido sob novas perspectivas, inclusive com o intenso apoio de novas tecnologias. E tudo isso foi colocado em pauta durante o primeiro dia do Whow! Festival de Inovação.

O tema foi discutido no painel “Inovando a logística no Brasil. É possível acabar com o pedido feito na Black Friday que só chega no Natal?”. A mediação coube a Ana Szasz, head de Ebit da Nilsen, que falou sobre os desafios da entrega no Brasil. Entre outros temas, ela mencionou questões como a manutenção das estradas, o uso de novos modais de transporte e as dimensões continentais do Brasil.

Além disso, ela também citou o desafio da logística urbana, uma ideia que cresce em paralelo ao forte processo migratório de pessoas do campo para a cidade. Pessoas do setor chamam essa entrega em trechos curtos de última milha. A Delivery Center, uma empresa especializada em logística urbana, inverteu essa ordem. Eles têm um olhar a partir do consumidor, logo não usam a expressão “última milha”, mas a “primeira milha”. E como fazem isso?

logistica

Eles falaram sobre o seu trabalho no Whow!. Segundo Saulo Brazil, CCO da Delivery Center, eles utilizam shoppings das cidades como mini centrais de distribuição. Em outras palavras, estocam os produtos dentro de espaços ociosos ou mesmo em uso desses estabelecimentos e, a partir desse momento, levam o produto até o consumidor em uma hora e meia.

“Todos querem abrir o canal próprio (centro de distribuição), mas nós fazemos o contrário. Nós invertemos a logística tradicional. Em cada shopping, eu tenho uma mini central de distribuição. Muitas empresas brigam para realizar entregas em 24 e 48 horas. Nós fazemos isso em uma hora e meia”, disse.

logística urbana

A logística urbana, inclusive, ganhou muita importância dentro das empresas a partir de datas comerciais como a Black Friday ou Natal. Para se ter uma ideia do impacto dessas data no varejo, a Netshoes, recentemente adquirida pelo Magazine Luiza, montou um verdadeiro esquema de guerra e atípico com foco no Natal e a BF.

“Quando uma escola de samba termina o seu desfile dias depois já planeja o próximo Carnaval. É isso o que acontece na Black Friday. Temos um PO (Product Owner ou gerente de projetos) apenas para avaliar o que deu certo e errado na data”, explica Marcio Chammas, diretor de logística da Netshoes.

No Magazine Luiza, a data também é significante para outro fim: atrair novos clientes. “Em média, 34% dos clientes que compram na Black Friday são formados por novos consumidores”, resume Luís Fernando Kfouri, diretor de logística da Magazine Luiza.

logistica

Magazine as a service

A logística também foi o ponto de partida das falas de Kfouri e Chammas sobre o futuro da dobradinha Netshoes e Magazine. O Magalu está construindo uma grande rede com diversos centros de distribuição de produtos por todo o País, inclusive em lugares pouco explorados de estados no Norte e Nordeste do País. A ideia não é apenas estocar os produtos que vão para as lojas, mas também oferecer esses CDs para que parceiros comerciais possam também utilizar esse espaço. Dessa forma, cria-se um negócio para a empresa, um modelo com foco serviço – seria o Magalu as a service. As lojas também entrariam nesse modelo dentro das áreas urbanas.

logistica

“A gente investe muito em logística. A ideia é transformar o Magazine em as a service. Hoje, temos 10 centros de distribuições e, recentemente,  entramos em quatro noves estados. Imagine vocês que entregamos os nossos produtos em até 48 no Pará. Quem faz isso?”, questiona Kfouri, que acrescenta: “Esse modelo também prevê uma automação nos centro de distribuição. Nesse momento, estamos fazendo um trabalho de regionalização da logística”, conclui.

A Netshoes deve se beneficiar dessa rede de centros de distribuição e tudo o que vem embarcado do modelo as a service do Magalu. “A gente quer aproveitar o alcance do magazine e atingir novos mercados”, resumiu Chammas.

Leia também: Itália inaugura o maior centro de logística do país