A Logística do Black Friday em Meio a Pandemia

A logística do Black Friday passou a ser mais desafiada em 2020 em virtude da pandemia do Coronavírus.

Apesar do aumento do consumo de alimentos, vestuários e de equipamentos eletrônicos nas compras feitas pela internet, atrair clientes para novas promoções não é uma missão fácil.

Antes mesmos das promoções Black que ocorrem sempre no mês de novembro de todo ano, os sites de e-commerce e demais tipos de estabelecimentos comerciais conseguiram dobrar as vendas de determinados itens de mercado e, ao mesmo tempo, são exigidos a planejar novas promoções.

Apesar da pandemia, a grande expectativa é que ocorra um novo “boom” no período das promoções Black, o que impactará no processo logístico desde a produção até a disponibilização dos produtos para o cliente final.

A logística do Black Friday

Ao planejar a cadeia de suprimentos e as estratégias de vendas para esse período de aquecimento do mercado, devemos considerar a informação, identificação de movimentos de mercado e outros fatores que, de fato, podem gerar demandas e exigir capacidade de resposta das empresas e revendedores.

Nesse processo, é possível usar ferramentas que orientem o mapeamento do fluxo de produtos e de serviços para as vendas presenciais e e-commerce.

Para o período de pandemia, no qual as pessoas estão evitando sair de casa, é possível ampliar canais de vendas através de site ou loja própria e de marketplaces.

Mudanças estratégicas

Para verificar as oportunidades reais do período de promoções Black no mês de novembro, é importante identificar os produtos e serviços que estão sendo cada vez mais procurados em tempos de pandemia.

No setor de tecnologia, por exemplo, notebooks e celulares estão sendo cada vez mais procurados para abastecer as pessoas que precisam trabalhar em casa e se comunicar remotamente.

Para atender esse mercado, as fabricantes locais estão precisando otimizar a compra de peças, linhas de produção de equipamentos e aceleração do processo de atendimento.

O comportamento do consumidor

Além do volume de vendas e de precificação ter sido alterado, o comportamento do consumidor também mudou bastante neste ano de pandemia.

As pessoas estão buscando conter gastos devido às incertezas da economia brasileira e mundial.

Na prática, as pessoas estão optando por gastar menos e direcionando as compras nas plataformas online. Antes, quem nunca tinha feito uma compra através da internet passou a comprar mais frequentemente pela rede.

Esse crescimento exigiu um novo ritmo logístico nas empresas que passaram a produzir mais e entregar mais para os novos consumidores online.

Outros fatores estão relacionados com as compras de final de ano, incluindo Natal e Ano Novo. Apesar da pandemia e da redução do consumo, para o Ano Novo, por exemplo, metade das ocupações dos hotéis já está garantida nas principais capitais do Brasil.

Portanto, o surgimento de novos clientes no meio digital, da concentração do consumo de eletrônicos e itens essenciais e a necessidade de estabelecer prioridades por parte dos consumidores gerou uma nova direção para o mercado e para a logística como um todo.

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