4 passos para calcular a viabilidade financeira do seu negócio

É fundamental estudar a viabilidade financeira do negócio e da empresa em diferentes ciclos de projeto de mercado.

Lembramos que esse tipo de análise é um tópico muito presente nas relações de mercado e no projeto inicial de empresas e produtos.

É fundamental fazer estudos precisos para conhecer a empresa, o mercado e os fatores concorrenciais.

Neste artigo falaremos mais sobre esse dado econômico tão importante para a estruturação de um negócio.

Estudando a viabilidade financeira

Inicialmente, é importante que o empreendedor e o investidor tenham a certeza da necessidade de se fazer projeções realistas para o plano de negócios e para o projeto da empresa.

Cada projeção deve calcular corretamente os custos, despesas e investimentos dentro de conjunto corretos de avaliação realista. Os cálculos precisam ter proporções similares em relação ao capital, aos custos, despesas e demais gastos envolvidos no projeto.

Pode ser difícil tomar uma decisão certa entre mais de um projeto, principalmente, quando a empresa possui tempo e dinheiro somente para investir num único tipo de projeto.

O valor do investimento

O investimento pode ter o seu valor determinado pelo valor financeiro (a grana que ele precisa que ele poderá gerar) e geração de valor (qual solução o projeto e o negócio apresentarão para o cliente e para os parceiros de mercado).

Lembramos que o investimento é referente à aplicação de capital visando a obtenção de lucro em determinado prazo.

Os quatro passos para estudar a viabilidade financeira

A seguir apresentamos os quatro principais passos para orientar a avaliação de um projeto de negócio.

1 - Projeção de receitas

Em primeiro lugar é importante começar estudando o mercado, identificando o nível de aceitação do mercado, posteriormente, faça uma projeção de receitas com alta expectativa e com projeções realistas.

Considere também as possíveis oscilações da receita, oportunidades e ameaças de mercado.

2 – Estude os custos, despesas e investimentos

Como falamos no início do artigo, é fundamental estudar os custos, despesas e investimentos que o negócio precisará.

É importante saber quantificar o investimento inicial em máquinas e utensílios, o custo com a contratação de trabalhadores, com o investimento em marketing (divulgação) e entre outros setores de sua empresa.

Saiba que, no futuro, a empresa poderá necessitar fazer reinvestimento para manutenção de mercado consumidor e ampliação do guarda-chuva de produtos.

3 - Projeção de fluxo de caixa

Mesmo que a empresa ainda esteja em seu processo inicial de criação, é importante calcular a projeção do fluxo de caixa. Podemos definir o fluxo de caixa como a diferença entre as projeções das receitas e das despesas.

4 – Análise de indicadores financeiros

É importante ficar atento às análises de indicadores do projeto do negócio. Essa análise permite estimar o lucro e poder identificar o intervalo de tempo que o capital investido será recuperado (ponto de retorno).

Portanto, esses passos iniciais serão fundamentais para garantir o sucesso da empresa e dos planos de negócio para permitir o crescimento da empresa e uma boa gestão financeira.

Conheça também os 3 métodos de avaliação mais utilizados no mercado através da Consultoria Deverhum.

Empresas de Logística

Empresas de Logística: checklist para escolher o melhor parceiro

É muito importante saber selecionar empresas de logística, em diferentes segmentos de atuação, pois um bom planejamento nesse setor pode ser um importante diferencial para ajudar a otimizar os resultados da empresa.

Mas, na prática sabemos que selecionar fornecedores de qualidade não é uma tarefa fácil, sendo essa fase relacionada com decisões difíceis e atreladas a escolher não somente pontos de produção, mas também de distribuição de produtos e serviços.

Neste artigo falaremos mais sobre essa difícil missão de selecionar e escolher fornecedores que de fato sejam positivos para os projetos da empresa e da marca.

Empresas de logística

Estamos falando de corporações que desenvolvem projetos logísticos para melhorar a seleção da matéria-prima, da produção, da alocação de recursos, seleção de modais de transporte, armazenamento, de canais de distribuição, canais de vendas e método de atendimento inicial ao consumidor como suporte de vendas ou dedicado à logística reversa em casos de retorno de produto, embalagem ou garantia.

No parágrafo acima resumimos as principais atividades de um projeto logístico abrangente, lembrando que esse setor não se resume somente ao transporte.

Sendo assim é fundamental que a sua empresa selecione prestadores de serviços e fornecedores de diferentes tipos de produtos e serviços que de fato ajudem a otimizam o plano estratégico para o setor logístico de sua empresa.

Como fazer o checklist?

A seguir apresentamos os principais passos para você conseguir fazer uma seleção do melhor fornecedor possível para a sua empresa.

1 – Pesquise informações sobre o fornecedor

Mesmo precisando economizar, é importante conhecer o histórico e a qualidade dos serviços da empresa na qual você precisa contratar.

Vale a pena levantar dados online, pedir referências e analisar a reputação da empresa no mercado a respeito da qualidade dos produtos e serviços.

2 – Selecione empresas estáveis no mercado

Antes de fazer uma parceria de longo prazo, é importante selecionar empresas estáveis, ou seja, fornecedores com forte capacidade financeira e sem dificuldades de entrega e aplicação de serviços.

3 – Procure por serviços e produtos que atendam o seu perfil

É essencial também que a sua empresa conheça quais tipos de produtos são do interesse de mercado de seus consumidores e de sua estratégia de vendas.

No mercado atual, por exemplo, existem distribuidoras especializadas em determinados tipos de produtos, como distribuidores de livros e de congelados, por exemplo.

4 – Avalie a qualidade

Além de estudar os custos dos serviços e dos produtos, considere também a qualidade da empresa.

Ressaltamos que a qualidade do serviço oferecido pelo parceiro comercial é essencial para a parceria. Lembramos que pode acontecer de certos fornecedores e distribuidores apresentar e entregar produtos danificados, atrasados ou errados.

5 – Valorize a capacidade de fornecimento

Confirme se o fornecedor do produto ou serviço possui capacidade de fornecimento. A empresa contratada precisa estar pronta para entregar os produtos necessário na quantidade, com a qualidade e com o tempo solicitado.

A capacidade precisa ser confirmada, principalmente, em tempos de crise ou de adaptação de mercado. Portanto, é importante que a empresa contratante saiba selecionar os melhores fornecedores e parceiros para aprimorar as suas estratégias de mercado. E se precisar de uma consultoria logística completa para o seu negócio, conta com a Deverhum Consulting.

Perspectivas do setor Logístico pós-pandemia

O setor logístico pós-pandemia deverá desenvolver inovações em suas aplicações de projetos para manter o mercado abastecido e bem atendido.

Desde novembro de 2019, quando o surto de coronavírus começou na China, muitas cidades de Ásia e da Europa tiveram que restringir atividades comerciais, industriais e as referentes ao turismo.

Num efeito dominó, todos os continentes estavam atingidos pelo novo vírus no mês de março de 2020, gerando perdas na geração de renda, emprego e nas atividades econômicas.

Mas, como repensar e produção, a venda de produtos e serviços e melhorar o atendimento ao cliente em tempos de restrições de mercado causadas pelo necessário isolamento social para conter a disseminação da doença?

O setor logístico pós-pandemia

Seja no contexto científico, social e econômico, o mundo não será o mesmo depois que superar a doença covid-19 causada pelo coronavírus.

Sabemos que o projeto de logística pensa o produto e a disposição do mesmo desde a matéria-prima até o consumidor final, incluindo ainda a logística reversa (retorno do produto ou refil) e, em casos de situações de emergência, ela deve ser repensada para evitar aumento de custos, perda de qualidade e perda de pontos de vendas.

A baixa demanda

Durante a pandemia, um dos grandes desafios será continuar produzindo, vendendo e distribuindo mesmo com a baixa demanda de mercado.

Pois, nesse período o poder aquisitivo deverá registrar quedas causadas pelo desemprego, por fatores socioeconômicos e por retração comercial causada pelo isolamento.

O outro desafio será o de conhecer as novas perspectivas de mercado depois que a pandemia passar tentando conhecer o perfil de novos tipos de consumidores e de novas necessidades que poderão surgir e diferentes segmentos de mercado.

O delivery e o market place

Atualmente, disponibilizar os produtos e os serviços em lojas online ou em marketplace como o Mercado Livre e o ZAP podem ser soluções mais rápidas para tentar escoar parte do estoque que está parado dentro de uma loja física fechada.

Essa mudança também cria novos ritmos e nova cultura organizacional no processo de logística.

O futuro

No futuro próximo, os projetos de aquisição de matéria-prima, planejamento de produção, planejamento de produtos e serviços, distribuição, modais de transporte, armazenamento, tipo de vendas e outros tópicos essenciais num amplo projeto de logística deverão ser adaptados a novas situações.

As empresas deverão buscar movimentar a carga de seus estoques de forma mais rápida para atender mais clientes nos meios virtuais que, certamente, manterão o hábito da compra delivery e da compra digital feita na internet.

Além do estoque da produção de escala, a produção sob demanda que já é uma realidade na indústria dos livros poderá se tornar numa nova realidade para empresas que conseguirem acelerar o seu ritmo de produção e de organização logística.

Devemos avaliar, que os novos rumos aplicados sobre as mudanças de cadeias de suprimentos já era uma realidade desde a guerra comercial entre China e EUA, exigindo desde então mais diversificação de cadeia e forte conexão entre diversos pontos de produção.

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A transformação digital na logística pós-pandemia

Mudanças profundas no mercado de logística estão chegando... As empresas brasileiras estão preparadas?

Foto: Envato Elements / DINO

Segundo pesquisa divulgada recentemente pela NTC&Logística, o transporte rodoviário de cargas no Brasil já despencou 44% desde o início da epidemia, o que provocou a redução do faturamento de 87% das empresas do setor. Isso significa que muitas transportadoras irão fechar e que o preço médio do frete irá subir em consequência da redução da concorrência e do aumento dos custos gerado pelas dificuldades de movimentação.

Esta "sacudida" no mercado irá trazer impactos permanentes motivados por algo tão simples e corriqueiro na vida das pessoas… a mudança de hábitos.

O leitor desta notícia, muito provavelmente, está lendo esse texto a partir da sua casa, porém não em um jornal ou em uma revista, mas no seu computador ou a partir do seu celular. Isso não é nenhuma grande novidade. A novidade é que esse leitor pode estar lendo isso em sua casa, no meio da semana, durante o horário comercial, sem nenhum tipo de supervisão de seus líderes. Bem, isso bastante diferente.

Não é exatamente algo novo, claro, pois há muito já se fala do trabalho remoto e do empregado nômade como tendências da era digital, mas obviamente se via isso como uma realidade distante, aplicável a poucos, especialmente no Brasil, com seus modelos engessados e legislação trabalhista anacrônica.

Pois é, só que veio a pandemia... E, então, a mudança acelerou.

Assim como é difícil para alguém da geração atual imaginar-se lendo esse artigo em um jornal impresso, será difícil para as próximas gerações imaginarem-se cumprindo expediente em um escritório, obedecendo a um relógio ponto e recebendo instruções diretas e presenciais de seu chefe. Simplesmente, o mundo não será mais assim.

Então é importante que se comece a imaginar como será o dia a dia das pessoas depois que essa tempestade passar. Onde a indústria irá buscar matéria-prima? Onde irá entregar seus produtos manufaturados? E, principalmente, como, com quais meios e a que preço isso será feito?

A Transformação Digital bateu à sua porta

Neste tipo de cenário de mudanças abruptas e de novos hábitos é possível compreender a importância da transformação digital. Ela vai acontecer em todos os setores, seja de forma mais suave para quem se preparou, seja aos trancos e barrancos para quem está se movendo mais lentamente.

Inevitavelmente, quem fizer logística do mesmo jeito vai perder competitividade, pois o frete convencional ficará mais caro. E o profissional de logística que não se atualizar digitalmente vai ficar sem emprego, pois a aglomeração em grandes Centros de Distribuição e a consolidação de cargas vão dar lugar aos modelos de direct to consumer e de crowdshipping (se não sabe o que significam esses termos, já está um pouquinho atrasado).

Talvez alguém possa pensar - "Digital? Como digital? Transporte de carga é físico, precisa de caminhão, precisa de gente movimentando caixas." - Só que há muitas formas de ser digital

Entregar comida é algo físico, mas o iFood está aí. Transportar pessoas é algo físico, mas veio o Uber e mudou o mercado. A "digitalização" de um modelo econômico basicamente transforma a maneira que as pessoas se relacionam através de meios digitais, o que hoje em dia significa principalmente disponibilizar serviços e acesso à informação em computadores e smartphones, mas no futuro estará no relógio, nos óculos ou até no traje de uma pessoa.

E é desta forma que a logística está mudando. Quer alguns exemplos?

Logo que a epidemia começou no Brasil as autoridades determinaram o isolamento social. Com o fechamento de diversos estabelecimentos comerciais, os problemas com a logística começaram.

Os caminhões ainda estavam na estrada, transportando as mercadorias, e precisavam continuar suas viagens para abastecer as cidades com alimentos, remédios e gêneros de primeira necessidade.

O problema é que os postos de combustíveis, os restaurantes, oficinas e hotéis que ficam nas estradas muitas vezes estavam fechados, inviabilizando a viagem. No modo offline não havia muito o que se fazer, senão trocar mensagens com alguns outros amigos caminhoneiros para tentar levantar informações sobre onde encontrar algo aberto. Mas quando se está em algum lugar mais remoto desse imenso país é difícil obter informações precisas deste modo.

Foi aí que a startup de logística TruggHub usou a digitalização para resolver o problema. Lançou rapidamente o aplicativo móvel "Na Estrada", desenvolvido para Android e iPhone e especialmente desenhado para ajudar caminhoneiros na estrada com informações atualizadas sobre o funcionamento dos estabelecimentos comerciais, com horários, ofertas e até a rota até esses lugares.

A iniciativa, na verdade, faz parte de um conjunto de ações que a startup lançou, chamada de "CoronaOut", para ajudar a combater o contágio, utilizando os dados que coleta nas operações logísticas que coordena.

Isso é economia digital. Quando as operações estão todas registradas em sistemas informacionais, utilizando-se integração de dados, plataformas abertas e recursos de Big Data e Machine Learning, é possível transformar todos esses dados em inteligência e gerar um impacto positivo em quem está na ponta da operação e não apenas ter informações gerenciais para serem consumidas pela alta administração.

Essa democratização do acesso à informação é o principal viés da economia digital e é isso que irá mudar a vida das pessoas.

A plataforma da TruggHub, por exemplo, também está permitindo um novo modelo de distribuição de cargas fracionadas ao agregar as mercadorias de diversos embarcadores para serem transportados em um único caminhão, com o máximo aproveitamento do espaço disponível. Isso significa que a cada viagem o custo é rateado por um número maior de embarcadores, viabilizando que fretes distantes alcancem o destinatário final a custos competitivos. Assim, um produtor local pode passar a ter abrangência nacional sem inviabilizar sua competitividade por conta do preço do frete.

Esse modelo de distribuição direct to consumer, associado a uma estratégia de e-commerce, muda completamente o jogo do mercado, numa economia pós-covid de pessoas que vão deixar de frequentar lojas físicas para comprar on-line.

Muitas outras tecnologias estão mudando o mercado e as relações de trabalho. O teletrabalho deve continuar forte após a quarentena e gestores de logística precisarão desenvolver métodos e utilizar ferramentas para acompanhar a operação remotamente, a partir da tela de seus computadores ou smartphones, como Torres de Controle, informações georreferenciadas, comunicação direta com o front e sensoriamento remoto. E com a retração econômica, precisarão de soluções de rápida implementação e diluídas no custo da operação, pois não terão muitos recursos de CAPEX para aplicar nesses projetos.

Outra realidade é a migração da força de trabalho. O fechamento de lojas de rua irá colocar muita mão de obra disponível que precisará ser aproveitada em outras funções. Modelos que adotem a economia compartilhada como o Uber, Rappi e Loggi trarão um novo paradigma para o mercado de trabalho, inspirando outros setores.

Concluindo...

O momento é de mudança. Quem não se adaptar, não irá sobreviver. Aliás, quem demorar para se adaptar já corre o risco de não sobreviver. O empresário precisa pensar como atuar de forma diferente e como ser mais digital em cada etapa do seu processo produtivo. Portanto, a logística precisa fazer parte dessa mudança.

Já o profissional de logística, esse está sendo desafiado a inovar disruptivamente e buscar novos conceitos, novas tecnologias, nova equipe e novos parceiros de negócios.

É hora de fazer o movimento certo neste complexo jogo de xadrez. Qual será a próxima jogada?

Fonte: terra.com.br