O que é OTD (On-Time Delivery) e como calcular este Indicador

Os indicadores de performance (KPIs) são fundamentais para o crescimento de uma empresa e graças à sua avaliação é possível analisar os resultados de todos os setores, especialmente, na logística.

"Se você não pode medir, você não pode gerenciar." - Peter Drucker.

Continuando com a nossa série de artigos sobre KPIs Logísticos, hoje falaremos sobre o OTD (On-Time Delivery), que se trata de um indicador que mede o percentual de pedidos entregues dentro do prazo e é utilizado para mensurar o tempo de separação e expedição do pedido.

Como Calcular o OTD

Calcula-se o OTD por meio da fórmula:

Entregas realizadas no prazo ÷ Total de entregas realizadas no período X 100.

Por exemplo: se uma empresa realizou 100 entregas em um dia e apenas 50 delas chegaram no prazo, o cálculo seria: 50÷100=0,5×100=50%. Ou seja, seu OTD é de 50%.

Quanto maior o OTD, melhor. Porém, o valor ideal pode variar de acordo com a densidade da área da entrega e a distância do percurso.

Como Otimizar o OTD

Alguns fatores que podem contribuir para a otimização desse indicador é uma boa organização das rotas de entrega com a adequada visualização dos mapas e rotas envolvidos de transporte. Além disso, a implementação da prática de agendamento de entregas também pode ser um grande diferencial competitivo para o negócio.

Os KPIs logísticos são recursos fundamentais para a avaliação dos processos em andamento e identificação de gargalos, criando um ponto de partida para a elaboração de planos de ação mais acertados. A partir daí, torna-se possível adotar estratégias que realmente contribuam para a otimização dos resultados corporativos.

Saiba mais sobre cada uma destas KPIs...

Falha logística marca estreia do governo à frente de cúpula do Bric

Membros de delegações estrangeiras desistiram de participar de um encontro empresarial

A estreia do governo de Jair Bolsonaro (PSL) na organização de um evento internacional foi marcada por problemas de logística e informação, levando integrantes de delegações estrangeiras a desistirem da participação em um encontro empresarial.

Para chegar ao local onde ocorreu um fórum empresarial da 11ª Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), nesta quarta (13), em Brasília, jornalistas e autoridades enfrentaram problemas no deslocamento. Diferentemente do divulgado pelas autoridades, o acesso não foi permitido por meio de carros particulares, táxis ou serviços de aplicativos.

Quem tentava chegar ao local foi deslocado ao Clube do Exército, a 2 km da cerimônia. Apesar da informação de que o traslado seria feito por vans, integrantes de delegações e jornalistas credenciados foram informados de que não havia autorização para a partida.

Não havia no local profissionais capacitados para se comunicar em línguas estrangeiras e estavam presentes apenas oficiais de baixa patente do Exército. Após reclamações ao Planalto, um veículo de emergência foi enviado minutos antes do início da solenidade. Auxiliares do governo sul-africano também foram barrados e tiveram de esperar por mais de uma hora para chegar à cerimônia.

Pela manhã, o encontro bilateral entre Bolsonaro e o presidente chinês, Xi Jinping, no Itamaraty, também foi marcado por desorganização. No local montado no ministério para que os jornalistas acompanhassem os pronunciamentos ao final do encontro bilateral, nenhum dos fones com tradutores funcionava.

O único televisor que transmitia parou de funcionar durante a declaração do brasileiro.

Um repórter da TASS, agência oficial do governo russo, não conseguiu ser credenciado nem após pedidos da chancelaria russa. Ele brincou:

“Tudo bem, no ano que vem a cúpula será na Rússia, vocês vão ver”.

Patrícia Campos Mello, Gustavo Uribe, Ricardo Della Coletta, Fábio Pupo e Talita Fernandes

Fonte: Folha de São Paulo

 

Como mensurar o OTIF (On-Time & In-Full) corretamente

O monitoramento e análise de KPIs logísticos é fundamental para compreender a performance e auxiliar a tomada de decisão.

Quando os resultados não são mensurados, dificilmente eles serão geridos com eficiência e com informações relevantes sobre as falhas, suas possíveis causas e o que pode ser feito para otimizar os processos.

Neste artigo, explicamos o que é OTIF e qual a relevância desse indicador nos processos logísticos.

O que são KPIs logísticos?

Os Key Performance Indicators (Indicadores-chave de Performance, em português) são ferramentas utilizadas para avaliar os resultados dos processos e auxiliar o gestor e sua equipe a identificar possíveis gargalos e falhas que impedem o alcance dos objetivos.

O que é OTIF?

OTIF quer dizer “On Time In Full”. Trata-se de um KPI ligado à satisfação de clientes que permite conhecer o desempenho de entrega de produtos e serviços de uma empresa. É um indicador binário em que a cada pedido é avaliado se “Atendeu/Não Atendeu” (resultados: 0 ou 1). É importante destacar que o cálculo se baseia em pedidos atendidos e não em volume de pedidos.

Este KPI é composto por estes dois elementos principais, cada um com seu foco de medição:

  • On Time: Os produtos/serviços devem ser entregues numa determinada data, horário e local previamente combinado com o cliente. Mede a “Pontualidade” da entrega.
  • In Full: Os produtos/serviços devem estar dentro das especificações acordadas com o cliente: qualidade, quantidade, dimensões, integridade físicas e quaisquer outros atributos específicos. Mede a conformidade do pedido ao escopo combinado.

Como mensurar o OTIF corretamente?

A seguir está um exemplo de como calcular o OTIF. Consideramos que uma empresa teve 100 pedidos entregues no mês, 65 cumpriram os requisitos de tempo e 95 estavam de acordo com especificações acordadas. Deve-se cuidar para utilizar porcentagens resultantes da medição em cada um dos critérios. Então, obtivemos os seguintes resultados:

On Time: 0,65%
In Full: 0,95%
O indicador de alcance do pedido perfeito (OTIF), neste caso será:
OTIF = 0,65% x 0,95% = 0,6175 = 61,75%

Trata-se de um indicador rigoroso, pois todos os requisitos contratados devem ser atendidos para que se obtenha o status de “Atendeu”, ou seja, atingiu o OTIF máximo (100%) garantindo que a plenitude dos pedidos dos clientes foi atendida no prazo solicitado e nas especificações corretas.

Benefícios do indicador OTIF

  • Melhora a performance de entrega;
  • Gera mais satisfação ao cliente;
  • Provoca melhorias nos processos;

Onde medir o OTIF na cadeia logística?

Para medir o OTIF na cadeia de suprimentos, é necessário mapear os macroprocessos e suas interfaces. Assim, serão identificados os entregáveis existentes entre as áreas e os pontos de medição sob a responsabilidade de cada uma.

De forma genérica, o OTIF pode ser desdobrado no seguinte esquema:

  • OTIF Fornecedor: Desempenho da entrega de matéria-prima e insumos pelos fornecedores.
  • OTIF Suprimentos: Desempenho da logística interna de matéria-prima. Também pode ser feita por meio de requisições de materiais ou entrega programada.
  • OTIF Produção: Desempenho das diversas etapas de produção da empresa.
  • OTIF Vendas: Agilidade com que o departamento comercial transfere os pedidos para a área de planejamento e programação da produção.
  • OTIF Entrega: Desempenho da entrega final dos produtos aos clientes. Também avalia a qualidade dos fornecedores de transporte de carga.
  • OTIF Logística: Considerado o ponto de medição mais importante, avaliará diretamente a entrega ao cliente e sua satisfação. Este indicador faz a medição do desempenho da logística interna de produtos acabados, da produção à armazenagem e distribuição.

A metodologia OTIF já é utilizada na sua empresa? Que outros métodos são usados para monitorar a performance logística? Deixe seu comentário ou entre em contato conosco.

Saiba mais sobre cada uma destas KPIs...

OCT (Order-Cycle-Time):

Time to Market

Como o mercado da Internet das Coisas permite lucros potenciais

por  | Investidores | blog.eqseed.com

Internet das Coisas  (IdC) – também conhecida pela sigla em inglês IoT (Internet of Things) é um termo familiar para quem trabalha com inovação.

De uma maneira simplificada, podemos dizer que o termo se refere a interconexão digital de objetos cotidianos como geladeira, microondas, celular, etc.

É algo recente, mas faz um tempo que a palavra deixou de ser conhecida apenas em grupos de pesquisadores e analistas de tecnologia da informação.

Não percebeu?

O termo praticamente tornou-se obrigatório para quem deseja fazer parte da Indústria 4.0 e, claro, do grupo de investidores que desejam apostar em mercado disruptivos para rentabilizar.

Mas serve para todo mundo?

Por uma questão de demanda, IoT evoluiu mais rápido em alguns setores. Um deles, o de automação residencial, recebeu atenção de startups que desenvolveram produtos para criarem uma espécie de  casa do futuro.

Para quem acompanhou o desenho dos Jetsons, criado em 1962, é possível ter uma referência do que essas startups são capazes de fazer com a Internet das Coisas.

Bom para investidores que, ao entenderem a demanda enorme por produtos interligados via Iot das Coisas, têm uma chance única de apostar em um mercado preparado para um boom de investimentos.

A seguir, vamos falar falar sobre a Internet das Coisas, fazendo uma análise minuciosa sobre o potencial investimento em startups que criaram inovações para a automação residencial.

Aproveite a leitura!

Internet das Coisas: imagem de casa conectada

Internet das Coisas e automação residencial: como funciona

Antes de mais nada, é necessário entender que “coisas” são equipamentos ou objetos que  podem ser conectados à distância e trocarem informações entre si.

Estamos falando de residências em que o ar-condicionado da casa liga sozinho ao saber que o dono está a caminho, ou cortinas que abrem de acordo com a luz natural do ambiente ou ainda interruptores que permitem o controle da luz pelo smartphone.

É uma revolução em andamento.

Tudo graças a essa convergência digital entre aparelhos eletrônicos que, na prática, é a continuação do movimento de digitalização e de transformação digital.

Em outras palavras: é a internet entrando no mundo físico, conectando todas as coisas.

Embora a maioria das discussões sobre Internet das Coisas se concentre em dispositivos inteligentes como relógios, celulares e sensores, boa parte dos consumidores se interessam em saber como os dispositivos podem atender as necessidades mais específicas dos usuários.

O que vemos no mercado é a otimização sob alguns aspectos como:

  • Monitoramento em tempo real – por estarem sempre conectados, equipamentos geram informações e permitem a checagem de dados 24h por dia;

 

  • Aumento da produtividade e conforto – a Internet das Coisas permite que usuários foquem em em atividades mais estratégicas enquanto máquinas fazem o trabalho mecânico. No caso de um casa, que os donos não precisem se preocupar com a administração física do lar, por exemplo;

 

  • Correção de problemas – como há muito trabalhos que podem ser padronizados, falhas e erros se tornam mais previsíveis, podendo ser corrigidos antes mesmo que aconteçam e causem algum tipo de contratempo.

 

Internet das coisas: homem mexe em um tablet sobre a mesa

Internet das coisas: Panorama internacional

O tema, que sempre foi tratado como algo futurístico, já chegou ao presente. E os números para os próximos anos são ainda mais animadores.

O mercado de IoT cresce, em média, 40% ao ano. Isso significa que, entre 2019 e 2025, o mercado passará a movimentar US$ 1,5 trilhão – neste ano, a previsão é de US$ 200 bilhões.

Neste sentido, segundo analistas de mercado, o setor de automação residencial é que deverá puxar tanto o faturamento da área, quanto o desenvolvimento de novos produtos.

O que explica esse crescimento?

– Segundo a consultoria Gartner, os consumidores terão mais de 26 bilhões de dispositivos de IoT até 2020;

– Mais de 50% dos novos negócios terão envolvimento com Internet das Coisas.

Internet das Coisas: ilustração de um celular na frente à uma casa

Internet das coisas e automação residencial: quem se destaca no mercado

Há boas startups no mercado internacional. Algumas se destacaram tanto que já foram até compradas.

Em 2014, por exemplo, o Google agitou o mercado de IoT ao adquirir a startup Nest – uma das primeiras startups a usar a Internet das coisas no espaço doméstico – por US$ 3,2 bilhões.

A empresa, que desenvolvia termostatos e detectores de incêndio “inteligentes” capazes de “aprender” com hábitos dos moradores da casa, evoluiu ainda mais.

Criou, por exemplo, as câmeras inteligentes Nest Cam.

A Nest também foi fundamental para o contínuo aprimoramento do Google Home – o assistente pessoal da empresa.

Na esteira das aquisições nesta década, a Samsung comprou a SmartThings por US$ 200 milhões. A startup, tal qual a Nest, desenvolve soluções para integrar conectividade entre os aparelhos domésticos.

No ano passado, por exemplo, a Samsung lançou sua SmartTV com uma série de features desenvolvidas com soluções IoT.

De acordo com a empresa, graças a capacidade de conexão, entre a TV e a geladeira, seria possível, por exemplo, dar um comando de voz para a televisão mostrar na tela o que há dentro da geladeira.

Internet das Coisas: ilustração de um celular recebendo sinal de uma geladeira

O potencial da Internet das Coisas no mercado brasileiro

O mercado de automação residencial no Brasil apresenta crescimento anual de aproximadamente 30%.

O número reflete a adoção, por parte dos brasileiros, da Internet da Coisas no mercado de automação residencial. Segundo a Associação Brasileira de Automação Residencial, 2 milhões de residências têm alguma automação.

E o melhor: o potencial do mercado é de cerca de 16 milhões até 2027.

Em relação aos brasileiros, 78% têm interesse em automação residencial.

Um dado ainda mais  animador é que, segundo a consultoria Delloite, 80% dos brasileiros já possuem smartphone – principal dispositivo para controlar um sistema de Internet das Coisas dentro de casa.

Internet das Coisas: ilustração de uma sala chique com aparelhos emitindo sinais de conexão

Tendências do mercado

Como há demandas, as startups do setor estão muito valorizadas.

Afinal, a ideia de ter uma casa totalmente automatizada é uma ideia extremamente atrativa.

Uma startup que entendeu esse potencial de mercado é a Kokar, fundada em 2014.

A empresa se posiciona como uma startup inovadora que nasceu para descomplicar o mercado de automação residencial.

Sua solução de conectividade não necessita, por exemplo, de obras para fazer instalação. Além disso, a configuração entre os aparelhos é simples e extremamente segura.

O valor do aparelho também é competitivo frente às demais soluções de mercado.

Investimentos no setor

O estágio de investimento do mercado de Internet das coisas e automação residencial está apenas no começo.

As startups do setor estão buscando investimento para tornar a tecnologia cada vez melhor, ao ponto de se tornarem ainda mais imprescindíveis para qualquer negócio.

Por aqui, já possível observar também uma mudança no perfil de compra do brasileiro, que passou a fazer suas compras online e instalações por conta própria com auxílio de vídeos tutoriais na internet.

Esse é um hábito comum nos EUA e Europa.

Para atender este novo mercado, que contempla pessoas de classe A, B e C, a Kokar – startup que citamos no tópico acima –  lançará, por exemplo, uma nova linha de produto.

A ideia é oferecer um sistema de baixo custo, simples de instalar, sem a necessidade de revendedor especializado e que possa ser comprado online.

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