O que é roteirização? Veja como ela contribui para o rastreamento de frotas

Em tempos de logística 4.0, o uso de tecnologias aliadas às entregas de sua empresa é mais do que uma necessidade, é uma estratégia de diferenciação e qualidade nos serviços prestados. Mas, afinal, o que é roteirização ? Você precisa de um sistema roteirizador na sua empresa hoje ? Porque o rastreamento das cargas, checklists automatizados e sistemas que fornecem informação em tempo real são importantes hoje em dia?

Pensando justamente em esclarecer essas dúvidas, trouxemos para você um material completo com o que há de mais atual e moderno em gestão logística moderna. Sendo assim, continue a leitura até o final e não deixe de tomar nota das dicas e informações úteis que apresentamos aqui! Vamos lá?

Afinal, o que é roteirização ?

A roteirização sempre esteve presente nas estratégias de qualquer empresa que tenha uma operação de entregas, coletas ou serviços. No entanto, o que muda hoje é que a tecnologia chegou para ajudar tornando essa tarefa cada vez mais automatizada e inteligente.

Sendo assim, a roteirização se tornou muito mais do que uma ferramenta para definir o caminho mais curto das entregas das empresas. Ou seja, os algorítimos atuais levam em consideração uma diversa gama de variáveis que vão impactar, diretamente, na melhoria dos custos de utilização das frotas e na redução de horas de trabalho produzindo a melhora da experiência que sua marca proporciona ao cliente final.

Com isso, podemos responder o que é roteirização logística ao explicá-la como o processo matemático que calcula itinerários eficientes baseados em regras, restrições e exceções que vão fazer sua empresa a ter melhores prazos, redução de custos logísticos e clientes mais satisfeitos.

Na prática, como funciona a roteirização logística moderna?

Já foi o tempo em que o profissional de logística precisava elaborar, quase sempre à mão, um plano de entregas de suas demandas. Hoje, graças à tecnologia, existem sistemas específicos de gestão de frota que realizam essa atividade de forma muito mais confiável, rápida e eficiente.

Para exemplificar, imagine que uma fábrica precise entregar insumos em diferentes filiais, garantindo o menor custo de transporte dentro de um prazo apertado e ainda retornar com outros itens. Até pouco tempo, não seria muito estranho o gestor folhear alguns mapas impressos, definir uma rota sem muitas informações e, ainda, designar alguém para acompanhar cada passo da operação (geralmente com ligações ao motorista), a fim de garantir a programação.

Sinceramente, isso não funciona mais como gestão logística! Hoje, cabe ao gestor obter dados reais de relatórios das últimas entregas, gerenciar custos, saber planejar e, principalmente, contar com tecnologias inteligentes de monitoramento online e em tempo real. Ou seja, sem “chutes” ou “previsões”!

Quais são os benefícios reais de um sistema de roteirização logística?

Agora que você sabe o que é roteirização e como ela funciona na prática, resolvemos destacar alguns benefícios reais que essa estratégia pode proporcionar dentro de sua gestão logística! Vamos conferir?

Gestão de frotas mais eficiente

Veículos parados no pátio, viagens vazias e mau aproveitamento dos fretes de retorno podem ser alguns dos sinais críticos de que sua gestão de frotas não está 100%. Além disso, esses fatores acabam pesando, diretamente, na saúde financeira da empresa, na qualidade das operações e no aproveitamento eficiente de sua frota.

Ao contar com sistemas específicos de roteirização, a tendência é que esses aspectos sejam significativamente melhorados e possibilitem que o gestor organize e planeje melhor as operações de sua empresa, levando em consideração o aproveitamento total dos veículos, das rotas e dos prazos.

Redução de custos

Além dos fatores citados no tópico acima, os custos estão presentes em muitos outros pontos dentro de uma operação logística e isso acaba pesando para o valor dos serviços prestados ou para o próprio orçamento interno.

Sendo assim, uma boa roteirização logística pode impactar, diretamente, a sua gestão de custos.

Imagine conseguir otimizar gastos com combustíveis, pedágios e manutenção da frota sem, necessariamente, mexer no frete ou preço do produto? Isso é viável a partir do momento em que há planejamento estratégico com rotas mais inteligentes, abrangendo mais pontos de entregas dentro da mesma operação, aproveitando, ao máximo, menos veículos, dissolvendo os gastos com mais pedidos etc.

Controles mais eficazes

Quando o cliente pede uma previsão de entrega, não dá para parar tudo e “correr atrás” do motorista responsável, para que ele passe um posicionamento, concorda? Com tecnologia de ponta, você pode ter uma torre de controle muito mais eficiente, confiável e segura para passar a posição real do status de uma entrega, coleta ou serviço.

Para isso, é imprescindível que sua empresa conte com sistemas e softwares de última geração, capazes de monitorar, em tempo real, cada passo de sua operação, além de possibilitar comunicações automáticas, como confirmação de entregas, estimativas reais, checklists, entre outros detalhes.

Automação de processos

Além da roteirização em si, os softwares especializados abrangem diversas outras funcionalidades ligadas à gestão logística. Para se ter uma ideia, além do monitoramento em tempo real, sua empresa poderá otimizar processos como o fluxo de notas fiscais, criar check lists personalizados, registrar motivos de devoluções de produtos e outras ocorrências, ler códigos de barras ou QR code e gerar dados e informações para relatórios.

Segurança para a operação

Toda operação logística envolve riscos, ainda mais em um país como o Brasil, no qual violência, estradas malconservadas e falta de estrutura em diversas regiões são fatores preocupantes para os gestores. No entanto, tecnologias de roteirização e rastreamento de cargas se tornam uma solução extraordinária nesse quesito.

Afinal, é por meio delas que se torna possível planejar rotas mais fáceis e seguras, além de proporcionarem um monitoramento online e contínuo de toda operação, identificando qualquer anormalidade no trajeto, como mudança suspeita no caminho e paradas não planejadas. Por fim, ainda é possível se comunicar com o motorista sem precisar ligar e até bloquear o veículo em caso de roubos.

Em resumo, essas foram nossas dicas sobre o que é roteirização logística e como essa tecnologia se tornou fundamental no setor. Além disso, é importante reforçar a ideia de que não se trata apenas de uma ferramenta de otimização das suas entregas, mas também envolve uma questão estratégica para a sua gestão, contribuindo para a redução de custos, o aumento da produtividade e, principalmente, proporcionando experiências únicas e diferenciadas aos seus consumidores finais.

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Fonte: Point Sistemas

Entenda os Principais KPIs da Logística

Os KPIs logísticos são recursos fundamentais para a avaliação dos processos em andamento e identificação de gargalos.

A área de logística está cada vez mais desafiadora para os negócios devido à alta concorrência. As empresas buscam por redução de custos e melhoria na qualidade de atendimento ao cliente. Neste sentido, é importante medir e acompanhar os processos e seus resultados, por meio dos indicadores-chave de desempenho, ou KPIs (Key Performance Indicator – em inglês).

Os KPIs da logística diferem de organização para organização, pois eles devem ser desenvolvidos em alinhamento com a estratégia de cada empresa. Geralmente as metas são definidas pelos altos executivos e, posteriormente, desdobradas para cada setor específico.

Se sua empresa está com dificuldades em medir os processos ou não sabe quais indicadores utilizar, acompanhe o post de hoje e fique por dentro dos principais KPIs utilizados na logística.

Os principais KPIs Utilizados na Logística

Na avaliação dos processos de uma empresa, o gestor irá utilizar indicadores de desempenho para analisar se deve tomar medidas que melhorem a performance e o rendimento do seu setor de trabalho. Além disso, ele também pode usar estes KPIs para identificar a necessidade de mudanças imediatas, “apagando incêndios”, e oportunidades de redesenhar o processo, criando um novo, mais eficiente, para gerar melhorias contínuas.

Veja quais são os principais KPIs para monitorar:

Time to Market:

Este KPI é muito utilizado em empresas de bens de consumo para medir quanto tempo ela leva para ter a ideia de um produto, desenvolvê-lo, testá-lo, fabricá-lo e colocá-lo no mercado.

OTD (On-Time Delivery):

Este KPI de logística indica qual a percentagem de pedidos entregues no prazo. Para se obter este indicador deve-se apurar a quantidade de entregas feitas no prazo e dividir pelo número total de do período analisado, e multiplica-se por 100 para se obter uma porcentagem.

OCT (Order Cycle Time):

Este é o indicador do tempo que leva para um pedido chegar ao cliente depois que foi recebido pela empresa. Esse KPI de logística é muito utilizado por empresas de e-commerce.
Para calculá-lo, deve-se aferir o tempo que cada entrega levou para ser feita após o pedido, somar todos e dividir pelo número de entregas feitas no período.

OTIF (On Time In Full):

Esse KPI avalia pedidos entregues no prazo combinado pela empresa. Para fazer seu cálculo, deve-se saber a percentagem de pedidos que foram:

  • Atendidos no prazo (P)
  • Entregues sem erro (E)
  • Completo: atendeu todas as especificações do cliente (C)

OTIF = P x E x C

Os KPIs logísticos são recursos fundamentais para a avaliação dos processos em andamento e identificação de gargalos, criando um ponto de partida para a elaboração de planos de ação mais acertados. A partir daí, torna-se possível adotar estratégias que realmente contribuam para a otimização dos resultados corporativos.

Gostou do nosso post de hoje, que tal aproveitar para conhecer os 9 Erros mais comuns da Logística Empresarial?

Para atender varejo, IBM lança serviço de supply chain em blockchain

Novo Sterling Supply Chain Suite permite integração com dados e redes a um blockchain baseado em Hyperledger para rastrear produtos e peças

Por Lucas Mearian, Computerworld (EUA) | 14/10/19 às 15h47 (CIO from IDG)

A IBM lançou na última semana um novo serviço de supply chain em sua plataforma blockchain e software de código aberto da recém-adquirida Red Hat, que permite que desenvolvedores e aplicativos de terceiros integrem sistemas de dados corporativos herdados em um livro distribuído.

Através do uso de APIs abertas, o novo Sterling Supply Chain Suite permite que distribuidores, fabricantes e varejistas integrem seus próprios dados e redes - bem como os de seus fornecedores - a um blockchain baseado em Hyperledger para rastrear produtos e peças. Entre os dados que podem ser integrados estão os sistemas IoT para localização da posição da remessa em tempo real.

"Este é o primeiro passo da IBM no que prevemos ser um investimento significativo na reinvenção de supply chain para organizações globais nas próximas décadas", disse um porta-voz da IBM por e-mail.

De acordo com Inhi Cho Suh, gerente geral da unidade de negócios Watson Customer Engagement da IBM, como o novo serviço se enquadra na marca "Sterling" Order Management (SOM), que a IBM adquiriu da AT&T em 2010, ele já possui uma base de usuários existente com mais de 7 mil clientes que possuem 500 mil parceiros comerciais adicionais.

A IBM integrou a capacidade de IA do Watson para oferecer aplicativos - entre eles, Order Optimizer e Supply Chain Insights - que podem produzir alertas e recomendações em tempo real por meio do Supply Chain Business Assistant (SCBA). O SCBA, por exemplo, pode gerar tempos de resposta mais rápidos para falhas, como interrupções na cadeia de suprimentos.

"Quaisquer clientes e parceiros em seu ecossistema mais amplo têm visibilidade das transações e interações que possuem", acrescentou Suh. "Essas transações podem estar relacionadas a faturamento, remessa, entrega - e a combinação desse livro compartilhado permite que você tenha um entendimento confiável sobre quem são esses parceiros."

Depois que um cliente faz login no serviço Sterling Supply Chain Suite, ele possui seu próprio painel, permitindo pesquisar o status de um pedido ou inventário de determinado produto. Os usuários também podem integrar rapidamente os parceiros comerciais no sistema, preenchendo o nome da empresa, o protocolo de comunicação de contato (email, por exemplo) e quais transações e conjuntos de dados eles estão autorizados a visualizar.

A IBM já havia lançado pilotos de rede de supply chain para o setor de alimentos, transporte de carga e até comércio de diamantes para rastrear produtos por meio de sua plataforma blockchain Hyperledger. Mas agora, a nova rede permitirá uma maior integração com os sistemas ERP e banco de dados.

Startups desenvolvem projetos de logística e mobilidade em Joinville

JC Flux e Reciclaí foram as vencedores da 3ª edição da Jornada de Empreendedorismo, Desenvolvimento e Inovação (JEDI)

Por Hassan Farias | hassan.souza@somosnsc.com.br | NSC Total

Dois meses após vencerem a terceira edição da Jornada de Empreendedorismo, Desenvolvimento e Inovação (JEDI), duas startups joinvilenses estão em processo de desenvolvimento dos projetos premiados no evento, que tinha como objetivo a criação de soluções nas áreas de mobilidade e logística. Cada um dos projetos recebeu apoio financeiro de R$ 15 mil, além de incubação gratuita, uso de coworking e acesso a uma rede de mentores e networking com empresas, investidores e universidades da região.

Uma das duas vencedoras foi a JC Flux, que nasceu durante o JEDI. Diante dos problemas apresentados durante o evento, os integrantes da equipe identificaram um serviço que pode ajudar a agilizar em até 75% a liberação de cargas nas transportadoras, permitindo que as viagens aconteçam mais cedo. Segundo um dos sócios da startup, Cristiano Baldissera, hoje os motoristas que fazem as coletas de cargas nas indústrias têm o material liberado apenas no final da tarde na transportadora.

— Com o nosso serviço, eu consigo liberar tudo no ato da coleta porque todos os trâmites já estarão realizados quando o motorista chegar. O motorista vai usar o Whatsapp para mandar uma foto da chave de acesso do código de barras para a nossa conta comercial e com isso já vamos agilizar todo o processo — explica.

Cristiano conta que ao chegar na transportadora no final do dia, ainda é necessário fazer as etiquetas e vincular aos volumes recebidos. Como as cargas geralmente já foram retiradas dos caminhões, também se perde tempo ao procurar o volume equivalente às etiquetas. A solução criada pela JC Flux faz com que o trâmite seja agilizado e o material possa ser retirado do caminhão já recebendo a etiqueta.

Parte da equipe da JC Flux trabalhando no projeto
Parte da equipe da JC Flux trabalhando no projeto

(Foto: Salmo Duarte/A Notícia)

Negociação para primeiro cliente

Os outros dois sócios da startup, Joice Jaini Baumann e Marco Antunes, ao lado de Cristiano, fizeram um teste da solução com uma transportadora durante o JEDI. Agora, eles já estão em negociação para que essa empresa com filial em Guaramirim e outras seis filiais pelo país seja o primeiro cliente da JC Flux. Em paralelo, o segundo produto também já está em fase de estudos. A ideia é atuar na confirmação das entregas realizadas pela transportadora.

O JEDI nasceu de uma iniciativa do Join.valle, Conselho Municipal de Ciência Tecnologia e Inovação (Comciti) e Secretaria de Planejamento Urbano e Desenvolvimento Sustentável (Sepud) de Joinville. A motivação foi o baixo número de startups criadas anualmente na cidade - cerca de 20 a 25, segundo estimativa da Sepud. A primeira edição teve como objetivo soluções na área da saúde e a segunda foi destinada à inovações para educação. A última do ano está marcada para o fim deste mês, com o tema manufatura avançada e indústria 4.0.

Integrantes da Reciclaí na premiação do JEDI
Integrantes da Reciclaí na premiação do JEDI

(Foto: Max Schwoelk/Divulgação)

Soluções para logística reversa e reciclagem

A outra startup vencedora do JEDI foi a Reciclaí, que trabalha com logística reversa e reciclagem. Uma lei federal determina que as empresas que colocam embalagens no mercado são obrigadas a comprovar a reciclagem de 22% de tudo que produzem em um ano. A solução dos joinvilenses é fazer a ligação entre as empresas e as cooperativas de reciclagem para que as exigências sejam cumpridas.

Um dos sócios da startup, Everton Luiz Boing da Costa, explica que a empresa que envia plástico para o mercado, por exemplo, precisa fazer a reciclagem do mesmo material, mas não necessariamente do seu próprio. Ou seja, ela pode pagar uma cooperativa pela reciclagem de uma determinada quantidade de materiais para cumprir as regras previstas na lei.

— Estamos desenvolvendo uma plataforma em que as empresas entrariam em contato conosco precisando comprar uma tonelada de material reciclado, por exemplo. Nós entraríamos em contato com a recicladora para conseguir essa quantidade. A cada dez quilos de matéria reciclável é gerado um token, que teria um preço. Esse valor seria dividido entre nossa startup e a cooperativa — exemplifica.

Projeto em desenvolvimento

A Reciclaí está em processo de criação da plataforma. A equipe começou com sete pessoas durante o JEDI, mas duas saíram do projeto. Os integrantes agora estão visitando empresas e cooperativas para entender a realidade e como poderiam auxiliar com esse projeto. A maior dificuldade encontrada pela equipe é usar a tecnologia para administrar esse crédito e comprovar que o mesmo material reciclado não seja vendido mais de uma vez.

— A gente sente que é um problema real das empresas e como a questão ambiental é um problema global. Queremos começar com um ponto para depois abraçar toda a cadeia. O principal ponto é a educação populacional para fazer o descarte correr e mudar o panorama, mas também queremos fazer um trabalho humanizado com as cooperativas — explica Everton.

Uma outra ideia do projeto é espalhar pontos de coleta pela cidade, em que a população possa depositar os resíduos. Esse material seria disponibilizado também como crédito para as empresas, com a possibilidade futuramente das pessoas também serem bonificadas pelo descarte correto dos resíduos.

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