Cases de Logística

3 cases de logística que NÃO deram certo

Normalmente, quando queremos aprimorar a gestão dos negócios, procuramos por cases de logística de sucesso.

Isso é excelente para otimizar os processos operacionais da empresa com base em exemplos inspiradores.

Contudo, os cases de logística que deram errado são tão importantes quanto os que deram certo. Com eles, conhecemos falhas que podem ser evitadas no dia a dia. Dessa maneira, o atendimento às demandas se torna mais sólido e de qualidade.

Se você já enfrentou gargalos logísticos ou simplesmente quer evitar que eles aconteçam, fique de olho nas dicas de hoje. Veremos quais são os impactos de possíveis falhas e quais são as mais comuns.

Por fim, também daremos uma dica bônus de como estar entre os cases de logística bem sucedidos. Interessante, não é mesmo? Então vamos lá!

Consequências negativas das falhas de logística

Erros em operações logísticas acontecem. Entretanto, tais falhas devem servir como aprendizado para que não se repitam. Ser negligente nesse aspecto pode ser terrível para a reputação e para a saúde financeira da empresa.

Em cases de logística mal sucedidos, algumas consequências negativas podem ser:

• Insatisfação do consumidor final devido a entregas erradas ou atrasos;
• Danos e perda de bens, matérias primas ou produtos;
• Desperdício de recursos humanos e financeiros;
• Pagamento de despesas e custos desnecessários;
• Aumento do retrabalho;
• Prejuízos para a imagem e reputação da marca;
• Perda de posição no ranking de mercado;
• Migração de clientes para a concorrência;
• Diminuição dos ganhos e da lucratividade;
• Gargalos e rombos no fluxo de caixa.

Cases de logística que deram errado

Nos tópicos seguintes, estarão três cases de logística falhos que servem de exemplo sobre como NÃO gerir os seus processos operacionais diários. Confira só!

Case #1: A empresa não tem planejamento logístico

Quando a companhia não consegue ver a sua cadeia de suprimentos como uma estrutura dinâmica, deixando de investir em um bom planejamento logístico, as consequências podem ser péssimas.

Há quem negligencie nesse aspecto por se recusar a acreditar que o ritmo de compras e entregas seja tão importante assim. É fundamental ter uma visão do todo e considerar as sazonalidades.

Quer um exemplo? Em períodos de alta demanda, como na Black Friday ou nas comemorações natalinas, é preciso estar previamente preparado para acelerar as entregas. Caso contrário, a decepção do cliente pode resultar em reclamações que impactarão negativamente nas vendas do restante do ano.

O gerente de logística precisa manter um histórico de operações, bem como analisar métricas de performance. Desse jeito, ele identifica padrões que determinarão as ações da empresa no médio e longo prazo, atendendo cada vez melhor.

Case #2: A empresa não utiliza indicadores de performance

Indicadores de desempenho ou de performance são utilizados para analisar resultados e perceber a evolução dos negócios ao longo do tempo. Quando a empresa não utiliza tais recursos, ela está fadada a ter mais dificuldade de identificar falhas e corrigir elas.

Algumas métricas são essenciais para dar mais segurança aos procedimentos operacionais. Dentre elas, estão:

OTIF: que constata a eficiência no cumprimento de prazos e atendimentos;
OTD: que mede o tempo de trajeto do produto desde a saída do estoque até o envio ao cliente;
OCT: que analisa o tempo entre o pedido do cliente até a entrega em suas mãos;
Custo de transporte: identifica a influência do valor do transporte na lucratividade das vendas;
• Entre outras.

Case #3: A empresa não tem uma boa comunicação interna

Não basta se aproximar do cliente e melhorar o atendimento. A comunicação interna é tão necessária quanto a externa. O fluxo de informações entre setores influi diretamente no seu desempenho logístico.
Entre os cases de logística que deram errado, estão falhas de comunicação que acontecem em empesas de todos os portes, inclusive as pequenas. Quem lida com um grande volume de dados corre ainda maiores riscos de extravios e interpretações equivocadas.

A comunicação deve impreterivelmente ser clara, objetiva e acessível a todos. Um dos principais responsáveis pela mediação intersetores é o gerente de logística.

Como evitar cases de logística mal sucedidos

A tecnologia é uma das principais parceiras na solução e prevenção de falhas logísticas. Contar com softwares modernos e com uma boa consultoria logística ajuda (e muito!) a superar gargalos operacionais e garantir a fluidez de suas atividades.

Além de aumentar o controle e minimizar erros de comunicação, a gestão da empresa como um todo é favorecida. Como consequência, a economia e a lucratividade também aumentam.

Por hoje é isso.

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Até o próximo post!

Transporte de Carga

A Evolução do Transporte de Cargas no Brasil

O transporte de cargas se apresenta como uma das etapas mais essenciais das ações de qualquer tipo de empresa ligada à produção ou à distribuição de produtos.

A atividade figura como peça chave na cadeia econômica.

Diante disso, fica fácil de constatar o quanto a logística é importante. Com uma boa gestão de transporte de cargas o abastecimento adequado de estoques e matérias primas é garantido, bem como a entrega de itens comprados ou vendidos entre lugares distantes.

Porém, a realidade pode ser mais complexa do que o esperado. Nosso país tem características geográficas peculiares, com grandes distâncias a serem percorridas e diferentes regiões a serem abastecidas. Obras de infraestrutura são fundamentais nesse contexto. Embora hoje possamos observar uma série de problemas do gênero.

Para compreendermos as circunstâncias atuais e projetarmos perspectivas para o futuro, precisamos revisitar o passado. A publicação de hoje tem justamente essa tarefa como objetivo principal.

Vamos analisar a evolução do transporte de cargas no Brasil? Acompanhe a seguir!

O transporte de cargas ao longo da história do Brasil

Na colonização das Américas e do território que hoje corresponde ao Brasil, a ocupação se deu especialmente nas áreas litorâneas. De início, o alcance do interior foi lento.

Além do mais, o transporte de cargas era principalmente marítimo. Em terra firme, podia se contar somente com o uso de animais ou de meios de transporte tracionados por eles.

Aos poucos, rotas para a exploração do ouro se delinearam rumo ao continente. A pecuária e a agricultura também estavam entre as atividades econômicas principais. Mas foi com a construção das primeiras ferrovias que o nosso país começou a se conectar de fato.

Os caminhos para o escoamento da produção foram evoluindo desde então. Até que, por volta de 1920, surgiram os primeiros automóveis.

Nesses últimos 100 anos a ciência aprimorou a tecnologia dos veículos significativamente. Por consequência, a necessidade de rodovias se tornou cada vez mais crescente.

Dentre as medidas estatais que mais chamaram a atenção nesse sentido, está o projeto de governo do presidente Juscelino Kubitscheck. Ele preocupou-se em atender melhor as necessidades do interior, inclusive as de transporte.

Ao mudar a capital para o centro do país, JK tinha como objetivo interconectar as regiões. Assim, a malha viária chegou aos lugares mais distantes, facilitando o transporte de cargas. Embora haja o sucateamento de inúmeras rodovias, elas representam uma das maiores redes de estradas do mundo. Já são mais de 1.610.076 quilômetros!

Evolução tecnológica do transporte de cargas

As atividades econômicas brasileiras estão entre os motivos essenciais para a evolução do transporte de cargas. Afinal de contas, novas demandas exigem novos métodos de transporte.

Um dos melhores exemplos disso é o aprimoramento dos caminhões. Existem diferentes tipos para transportar produtos com necessidades diferentes: cegonha, refrigerado, tanque, graneleiro, porta-contêiner, entre outros.

Até mesmo a segurança da carga melhorou. O rastreamento via GPS é praticamente obrigatório hoje em dia. Em alguns casos, até mesmo batedores.

A produção nacional de veículos para transporte de cargas progride a passos lentos. Muitas tecnologias são importadas do exterior ao invés de serem desenvolvidas aqui, o que encarece o produto final. Contudo, percebem-se avanços enormes na parte de logística, o que acaba ajudando a lidar melhor com as dificuldades estruturais.

Nosso contexto atual

A trajetória do transporte de cargas culminou na realidade que temos hoje. Conhecer as características desse sistema é fundamental para a logística e para uma dimensão completa da atividade.

No Brasil, a matriz de transportes é composta por:

  • Transporte rodoviário: o responsável pela maior parte da carga movimentada (60%). Ele não é o meio mais econômico, tendo em vista o custo do combustível, pedágios e segurança. Ainda assim, é o mais desenvolvido;
  • Transporte ferroviário: movimenta cerca de 21% da carga no país. É utilizado especialmente para a circulação de materiais da indústria de base, tais como os minérios. Tem um custo mais baixo, mas a estrutura de ferrovias ainda é deficiente;
  • Transporte aquaviário: movimento em torno de 14% das cargas brasileiras. É normalmente utilizado para escoamento de produções que têm como destino o exterior, sendo mais comum no litoral. O custo é baixo mas o tempo da entrega é mais demorado. Além disso, as hidrovias não recebem muitos investimentos também;
  • Transporte aéreo: movimenta menos de 1% da carga. É um número baixo, o que se deve principalmente pelo custo elevado desse tipo de transporte. Em contrapartida, é o mais ágil de todos os tipos.

Tendências para o futuro do transporte de cargas

Basicamente, as tendências no transporte de cargas daqui para frente são:

  • Aplicação contínua de novas tecnologias;
  • Uso equilibrado de diferentes meios de transporte;
  • Alinhamento de processos;
  • Terceirização da logística.
  • Esses quatro itens são cada vez mais estratégicos, seja para empresas B2B ou B2C. Eles vêm ganhando força e se tornando diferenciais competitivos. Vale a pena investir neles.

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